quinta-feira, 30 de julho de 2009

Procon multa call centers em R$ 10 milhões

Daniela Moreira, de INFO OnlineQuinta-feira, 30 de julho de 2009 - 16h39



SÃO PAULO - A Fundação Procon-SP aplicou mais de 10 milhões em multas por desrespeito às novas regras de call center, que completam um ano amanhã (31/07).

Ao todo, foram aplicadas 22 multas em 20 empresas por infração ao decreto 6.523/08, que disciplina o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

As maiores sanções foram contra as empresas de telefonia móvel Vivo e Claro, que foram condenadas a pagar 3,2 milhões de reais cada. Os resultados dos 22 processos administrativos foram publicados no Diário Oficial do Estado.


Além dos 20 fornecedores multados, o Procon-SP instaurou outros 54 processos administrativos que continuam em andamento.

As multas variam de acordo com a gravidade e quantidade de infrações cometidas e a condição econômica do infrator, podendo oscilar entre 212,82 reais e 3.192.300 reais.

O cidadão que se sentir lesado pelo SAC pode reclamar em um órgão de defesa do consumidor, para que os fatos sejam apurados os fatos.

No período de 01 dezembro do ano passado até o dia 28 de julho, o órgão recebeu em seu site 5.419 denúncias de consumidores queajudaram a desencadear os processos administrativos contra as empresas.

O setor mais reclamado foi telefonia fixa e móvel, com 3.570 denúncias. TV por assinatura e cartão de crédito também foram setores questionados pelos consumidores, com 452 e 409 denúncias, respectivamente.


Os principais descumprimentos relatados foram: a empresa não resolveu o problema no prazo de 5 dias; a espera para ser atendido superou 1 minuto; consumidor teve que relatar o problema mais de uma vez; a ligação foi interrompida; e telefone inacessível.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A estratégia da contrainformação

Correio Braziliense (DF) - 28/7/2009

A estratégia da contrainformação

Flávia Foreque e Ricardo Brito

presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), decidiu reagir ao que considera uma campanha midiática para retirá-lo do cargo. Uma equipe de 15 jornalistas foi contratada há três semanas para fazer parte de um bunker de contrainformação. Os profissionais analisam diariamente o noticiário dos jornais, municiando os assessores de imagem de Sarney. Com base na análise dos jornalistas, o gabinete de crise do presidente do Senado elabora um "relatório de intervenção" para rebater as reportagens. Contratados inicialmente até novembro, os jornalistas do bunker trabalham todos os dias, até mesmo nos fins de semana. O pagamento pela tarefa, segundo um dos contratados, será feito em dinheiro vivo, forma encontrada para não deixar rastros diretos do vínculo com o presidente do Senado.
A estrutura foi montada num shopping center do Lago Norte, a 10km da Casa que Sarney preside. O objetivo principal é vencer a guerra de informação. Para isso, os jornalistas, a maioria recém-formada, abastecem endereços eletrônicos com opiniões favoráveis ao parlamentar. Blogs de jornalistas políticos e redes sociais como Twitter e Orkut são os alvos. A orientação é publicar comentários positivos a respeito do político e questionar a isenção dos veículos de imprensa que denunciam a família Sarney. A tática é usar nomes falsos para participar do debate, de preferência comuns, como "Maria Mercedes" e "Raimundo Nonato".
No Orkut, a comunidade Guarnicê Maranhão - referência a uma das manifestações folclóricas do estado, o bumba meu boi - foi criada com esse fim. "Aqui, se encontram aqueles que amam o Maranhão", aponta a descrição do endereço. No Twitter, a página de "guarnice_ma" elogia a biografia de Sarney e questiona as críticas feitas pelos jornais. Até o início da noite de ontem, a página contava com 61 seguidores e acompanhava outros 356 perfis. Somente na segunda-feira, foram publicados, até o começo da noite, 27 comentários, todos favoráveis ao presidente do Senado. "Jornais estão fazendo tudo o que for possível para derrubar Sarney", dizia um dos textos.
Ferramentas
A orientação, segundo um jornalista contratado, é obter o maior número de seguidores para, assim, aumentar a área de influência. A equipe também rastreia, por meio de uma ferramenta da internet, todos os comentários postados no Twitter que envolvam Sarney.
Sem saber do propósito real do trabalho, os profissionais foram recrutados numa seleção realizada mês passado, no Hotel Eron, próximo à Torre de TV. Quem distribuiu currículo no Senado foi sondado para as vagas. Eles tiveram que fazer uma prova de 30 questões de português, inglês e conhecimentos sobre a conjuntura política atual. Também fizeram parte do questionário perguntas sobre afinidade partidária ou visão pessoal sobre política. Os candidatos que acertaram 25 ou mais questões foram convocados para um treinamento e, só após três dias de palestras, souberam o que fariam: reverter a imagem negativa de Sarney na internet.
A maioria dos jornalistas receberá R$ 1,8 mil mensais por seis horas de trabalho. No início do mês, receberam adiantado uma ajuda de custo de R$ 200 para gastos com transporte. A equipe conta ainda com coordenadores e dois advogados para consultas jurídicas. Há um monitoramento intenso da imprensa do Maranhão e do Amapá, respectivamente a base política e eleitoral do presidente do Senado. Nesses estados, quase 300 veículos de comunicação, entre rádios, televisões, jornais impressos, revistas e sites, são analisados. A expectativa é que a estrutura seja ampliada na próxima semana, quando termina o recesso - e a pressão política contra a permanência de Sarney vai aumentar. Procurada pela reportagem, a assessoria de Sarney na Presidência do Senado negou o trabalho de contrainformação. "Asseguramos que da parte da Presidência do Senado não houve contratação de jornalistas", apontou a assessoria da imprensa do senador.
COMUNIDADES
Para rebater denúncias e críticas ao presidente do Senado, o bunker de contrainformação possui uma comunidade no Orkut e um perfil no Twitter. Nos blogs de política, a tática consiste em inserir comentários se valendo de pseudônimos. Cada um dos sites possui internautas assíduos. Em um deles, por exemplo, "Cordeiro Vargas" defendeu José Sarney: "O PSDB e o DEM através de seus membros estão a (sic) 6 anos batendo insistentemente no presidente e seu governo, na maioria das vezes de maneira totalmente irresponsável, criando boatos e distorcendo fatos, aí quando o Lula resolve lembrá-los de alguns erros e distorções do desgoverno que tiveram, esbravejam e se põem a espernear dizendo que é insensatez do presidente."

fonte: http://www.deunojornal.org.br/materia.asp?mat=275720&pl=

sábado, 11 de julho de 2009

Profissionais aderem ao “jornalismo em pílulas”, estilo Twitter

Postado por Carlos Castilho em 9/7/2009 às 4:28:48 PM no Obeservatório da Imprensa
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&id={6ABC077E-5CBF-49D2-892D-609251D2AE23}


O respeitado jornal norte-americano The Christian Science Monitor publicou esta semana um artigo em sua página de opinião sugerindo que o prêmio Nobel da Paz de 2009 seja concedido ao Twitter, um programa de micromensagens com até 140 caracteres que está revolucionando a política mundial.

O programa lançado em 2006, para circular mensagens tanto pela Web como pelos celulares, bateu todos os recordes de popularidade na Web, tornando-se o terceiro site mais visitado da rede, com cerca de 55 milhões de acesso mensais e um índice de crescimento estimado em 1.382%, em fevereiro de 2009.

Depois de tornar-se um modismo entre os jovens no mundo inteiro, o Twitter, também conhecido como “jornalismo em pílulas” passou a ser a ferramenta onipresente em todos os grandes eventos noticiosos desde o ano passado e em especial desde o inicio de 2009, como a queda do Airbus no rio Hudson, em Nova York, e os protestos antigovernamentais em Teerã.

Agora o microblog ganha espaço na área jornalística com a multiplicação das experiências de profissionais e com o surgimento de iniciativas destinadas a auxiliar os interessados no uso da ferramenta para captação e divulgação de noticias.

O Twitter segue a mesma trilha dos portais noticiosos de 2002 a 2004 e dos blogs jornalísticos, de 2006 em diante. Inicialmente foram vistos com desconfiança pelos jornalistas que depois os incorporaram à suas rotinas de trabalho.

Todas essas ferramentas têm em comum a capacidade de multiplicar a captação e divulgação de dados, fatos e notícias, tornando cada vez mais real a teoria da “nuvem informativa”. Esta nuvem seria formada pelos conteúdos informativos que circulam em dispositivos móveis de comunicação.

No Brasil, o Twitter já entrou no clima pré-eleitoral graças à ação de um número cada vez maior de jornalistas profissionais, dirigentes partidários, candidatos potenciais e ativistas políticos que usam a ferramenta para incidir sobre a agenda pública de debates.

O site Politweets publica os endereços de políticos brasileiros que estão usando o Twitter para relacionamento com eleitores. Nele pode-se ver que o paulista José Serra é o único governador com um Twitter que obviamente está todo voltado para a campanha eleitoral presidencial de 2010.

Há 16 senadores twitando[1], entre eles cinco do PSDB, quatro do PT e três do DEM. Na Câmara de Deputados, 36 parlamentares admitiram estar usando a ferramenta, com predominância dos demistas e tucanos.

Mas o grande fenômeno comunicacional do momento no Brasil é o movimento “Fora Sarney”, que em cinco dias conseguiu reunir quase 15 mil mensagens de internautas que exigem o afastamento do presidente do Senado, acusado de corrupção e nepotismo.

Os twiteiros contrários a Sarney já organizaram manifestações em frente ao Congresso, em Brasília, e na Avenida Paulista, em São Paulo. As duas não reuniram muita gente e foram classificadas como ensaio geral. Quem quiser ter uma idéia do que está sendo discutido no movimento, basta inserir a hashtag[2] #forasarney no espaço para buscas na página pessoal dentro do Twitter. Ali estão listados todos os twits recentes postados por internautas.

O aumento da circulação de informação na twitosfera[3] está atraindo jornalistas que passaram a usar a plataforma tecnológica como ferramenta para procurar e divulgar notícias. O repórter norte-americano Ken Ward tornou-se famoso por ser um dos primeiros e usar o Twitter para produzir reportagens investigativas sobre a indústria do carvão nos Estados Unidos. Ward monitora os twits de executivos e consultores no segmento.

Hoje já há dezenas de outros profissionais usando o mesmo recurso, tanto de forma autônoma como em empresas. O projeto ReporTwitters oferece uma plataforma de troca de experiências e informações entre jornalistas que atuam na twitosfera. Outra ferramenta muito usada é o JournoTwit, que organiza o material dos profissionais cadastrados no site, separando seguidos e seguidores, bem como os retwits (RTs)[4] feitos com o mesmo texto.

No Brasil, o jornalista Marcelo Tas é considerado o twiteiro número 1, mas o uso da ferramenta é mais intenso, embora menos visível, entre jornalistas iniciantes — como é o caso do estudante e repórter Glauber Macário. São eles que estão criando a grande massa de repórteres online que começam a gerar conteúdos que depois serão processados pelos sites de jornais e de formadores de opinião.

É o que acontece como Jay Rosen e Dave Winer, dois gurus do jornalismo na Web mundial, que criaram o twit Rebooting The News, no qual eles discutem notícias produzidas por twiteiros famosos e anônimos, tanto no universo acadêmico como no jornalístico.

[1] Twitando – neologismo criado a partir de outro neologismo, twit, que é o nome dado a uma mensagem postada na plataforma Twitter.
[2] Hashtag – expressão inglesa para indicar uma área de interesses de usuarios do Twitter. Ela permite evitar resultados não desejados numa busca entre twits.
[3] Twitosfera – neologismo criado para definir o conjunto das pessoas que usam o Twitter. É uma analogia com a blogosfera, dos blogs.
[4] Retwits – nome dado a um twit que é reenviado para terceiros.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

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