quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.
Sou Pedro R. Lima, professor, UERJ Economia, Redator VEJA ABRIL. Não sou petista, mas essa verdade nem a VEJA conseguiu esconder.
Fonte: muitas edições de VEJA.
FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o
governador de São Paulo, José Serra, entende de economia.
Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.
Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.
Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.
Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à
liderança mundial de combustíveis renováveis.
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8.
Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.
Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.
Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".
Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas.
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.
Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.
Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.
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Política e eleições
domingo, 11 de abril de 2010
The Economist : LULA X FHC
Com isenção de ânimo e sem paixões políticas, conhecer indicadores sociais e econômicos publicados pelo Jornal “The Economist”, comparando os Governos FHC e Lula.
A diferença é muito grande... é bom lembrar.
LEIAM O QUE FOI PUBLICADO NO JORNAL THE ECONOMIST
| Nos tempos de FHC | Nos tempos de LULA | |
| Risco Brasil | 2.700 pontos | 200 pontos | |
| Salário Mínimo | 78 dólares | 210 dólares | |
| Dólar | Rs$ 3,00 | Rs$ 1,78 | |
| Dívida FMI | Não mexeu | Pagou | |
| Indústria naval | Não mexeu | Reconstruiu | |
| Universidades Federais Novas | Nenhuma | 10 | |
| Extensões Universitárias | Nenhuma | 45 | |
| Escolas Técnicas | Nenhuma | 214 | |
| Valores e Reservas do Tesouro Nacional | 185 Bilhões de Dólares Negativos | 160 Bilhões de Dólares Positivos | |
| Créditos para o povo/PIB | 14% | 34% | |
| Estradas de Ferro | Nenhuma | 3 em andamento | |
| Estradas Rodoviárias | 90% danificadas | 70% recuperadas | |
| Industria Automobilística | Em baixa, 20% | Em alta, 30% | |
| Crises internacionais | 4, arrasando o país | Nenhuma, pelas reservas acumuladas | |
| Cambio | Fixo, estourando o Tesouro Nacional | Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central | |
| Taxas de Juros SELIC | 27% | 11% | |
| Mobilidade Social | 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza | 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza | |
| Empregos | 780 mil | 11 milhões | |
| Investimentos em infraestrutura | Nenhum | 504 Bilhões de reais previstos até 2010 | |
| Mercado internacional | Brasil sem crédito | Brasil reconhecido como investment grade |
PSDB OUTRA VEZ NÃO!!!!!!
ENTENDEM POR QUE AGORA É DILMA?
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sexta-feira, 12 de março de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
O jornalismo delinquente
Demétrio Magnoli, Folha de S. Paulo, 09/03/10
Demóstenes disse o que está nos registros históricos. Os repórteres a serviço de uma doutrina tentam fazer da história um escândalo
AS PESSOAS, inclusive os jornalistas, podem ser contrárias ou favoráveis à introdução de leis raciais no ordenamento constitucional brasileiro. Não é necessário, contudo, falsear deliberadamente a história como faz o panfleto disfarçado de reportagem publicado nesta Folha sob as assinaturas de Laura Capriglione e Lucas Ferraz (“DEM corresponsabiliza negros pela escravidão”, Cotidiano, 4/3).
A invectiva dos repórteres engajados contra o pronunciamento do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) na audiência do STF sobre cotas raciais inscreve no título a chave operacional da peça manipuladora.
O senador referiu-se aos reinos africanos, mas os militantes fantasiados de repórteres substituíram “africanos” por “negros”, convertendo uma explanação factual sobre história política numa leitura racializada da história.
Não: ninguém disse que a “raça negra” carrega responsabilidades pela escravidão. Mas se entende o impulso que fabrica a mentira: os arautos mais inescrupulosos das políticas de raça atribuem à “raça branca” a responsabilidade pela escravidão.
Num passado recente, ainda se narrava essa história sem embrulhá-la na imaginação racial. Dizia-se o seguinte: o tráfico atlântico articulou os interesses de traficantes europeus e americanos aos dos reinos negreiros africanos. Isso não era segredo ou novidade antes da deflagração do empreendimento de uma revisão racial da história humana com a finalidade bem atual de sustentar leis de divisão das pessoas em grupos raciais oficiais.
Demóstenes Torres disse o que está nos registros históricos. Os repórteres a serviço de uma doutrina tentam fazer da história um escândalo.
O jornalismo que abomina os fatos precisa de ajuda. O instituto da escravidão existia na África (como em tantos outros lugares) bem antes do início do tráfico atlântico. Inimigos derrotados, pessoas endividadas e condenados por crimes diversos eram escravizados. A inexistência de um interdito moral à escravidão propiciou a aliança entre reinos africanos e os traficantes que faziam a rota do Atlântico. Os empórios do tráfico, implantados no litoral da África, eram fortalezas de propriedade dos reinos africanos, alugadas aos traficantes.
O historiador Luiz Felipe de Alencastro, convocado para envernizar a delinquência histórica dos repórteres (”África não organizou tráfico, diz historiador”), conhece a participação logística crucial dos reinos africanos no negócio do tráfico. Mas sofreu de uma forma aguda e providencial de amnésia ideológica ao afirmar, referindo-se ao tráfico, que “toda a logística e o mercado eram uma operação dos ocidentais”.
Os grandes reinos negreiros africanos controlavam redes escravistas extensas, capilarizadas, que se ramificavam para o interior do continente e abrangiam parceiros comerciais estatais e mercadores autônomos. No mais das vezes, a captura e a escravização dos infelizes que passaram pelas fortalezas litorâneas eram realizadas por africanos.
Num livro publicado em Londres, que está entre os documentos essenciais da história do tráfico, o antigo escravo Quobna Cugoano relatou sua experiência na fortaleza de Cape Coast: “Devo admitir que, para a vergonha dos homens de meu próprio país, fui raptado e traído por alguém de minha própria cor”. Laura e Lucas, na linha da delinquência, já têm o título para uma nova reportagem: “Negros corresponsabilizam negros pela escravidão”.
O tráfico e a escravidão interna articulavam-se estreitamente. No reino do Ndongo, estabelecido na atual Angola no século 16, o poder do rei e da aristocracia apoiava-se no domínio sobre uma ampla classe de escravos.
No Congo, a população escrava chegou a representar cerca de metade do total. O reino Ashanti, que dominou a Costa do Ouro por três séculos, tinha na exportação de escravos sua maior fonte de renda. Os chefes do Daomé tentaram incorporar seu reino ao império do Brasil para vender escravos sob a proteção de d. Pedro 1º.
Em 1840, o rei Gezo, do Daomé, declarou que “o tráfico de escravos tem sido a fonte da nossa glória e riqueza”.
Em 1872, bem depois da abolição do tráfico, o rei ashanti dirigiu uma carta ao monarca britânico solicitando a retomada do comércio de gente.
O providencial esquecimento de Alencastro é um fenômeno disseminado na África. “Não discutimos a escravidão”, afirma Barima Nkye 12, chefe supremo do povoado ganês de Assin Mauso, cuja elite descende da aristocracia escravista ashanti. Yaw Bedwa, da Universidade de Gana, diagnostica uma “amnésia geral sobre a escravidão”.
Amnésia lá, falsificação, manipulação e mentira aqui. Sempre em nome de poderosos interesses atuais.
DEMÉTRIO MAGNOLI, sociólogo, é autor de “Uma Gota de Sangue - História do Pensamento Racial” (SP, Contexto, 2009).
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0903201008.htm
Os direitos autorais deste artigo pertencem ao(s) autor(es) e veículo citados.
Demóstenes disse o que está nos registros históricos. Os repórteres a serviço de uma doutrina tentam fazer da história um escândalo
AS PESSOAS, inclusive os jornalistas, podem ser contrárias ou favoráveis à introdução de leis raciais no ordenamento constitucional brasileiro. Não é necessário, contudo, falsear deliberadamente a história como faz o panfleto disfarçado de reportagem publicado nesta Folha sob as assinaturas de Laura Capriglione e Lucas Ferraz (“DEM corresponsabiliza negros pela escravidão”, Cotidiano, 4/3).
A invectiva dos repórteres engajados contra o pronunciamento do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) na audiência do STF sobre cotas raciais inscreve no título a chave operacional da peça manipuladora.
O senador referiu-se aos reinos africanos, mas os militantes fantasiados de repórteres substituíram “africanos” por “negros”, convertendo uma explanação factual sobre história política numa leitura racializada da história.
Não: ninguém disse que a “raça negra” carrega responsabilidades pela escravidão. Mas se entende o impulso que fabrica a mentira: os arautos mais inescrupulosos das políticas de raça atribuem à “raça branca” a responsabilidade pela escravidão.
Num passado recente, ainda se narrava essa história sem embrulhá-la na imaginação racial. Dizia-se o seguinte: o tráfico atlântico articulou os interesses de traficantes europeus e americanos aos dos reinos negreiros africanos. Isso não era segredo ou novidade antes da deflagração do empreendimento de uma revisão racial da história humana com a finalidade bem atual de sustentar leis de divisão das pessoas em grupos raciais oficiais.
Demóstenes Torres disse o que está nos registros históricos. Os repórteres a serviço de uma doutrina tentam fazer da história um escândalo.
O jornalismo que abomina os fatos precisa de ajuda. O instituto da escravidão existia na África (como em tantos outros lugares) bem antes do início do tráfico atlântico. Inimigos derrotados, pessoas endividadas e condenados por crimes diversos eram escravizados. A inexistência de um interdito moral à escravidão propiciou a aliança entre reinos africanos e os traficantes que faziam a rota do Atlântico. Os empórios do tráfico, implantados no litoral da África, eram fortalezas de propriedade dos reinos africanos, alugadas aos traficantes.
O historiador Luiz Felipe de Alencastro, convocado para envernizar a delinquência histórica dos repórteres (”África não organizou tráfico, diz historiador”), conhece a participação logística crucial dos reinos africanos no negócio do tráfico. Mas sofreu de uma forma aguda e providencial de amnésia ideológica ao afirmar, referindo-se ao tráfico, que “toda a logística e o mercado eram uma operação dos ocidentais”.
Os grandes reinos negreiros africanos controlavam redes escravistas extensas, capilarizadas, que se ramificavam para o interior do continente e abrangiam parceiros comerciais estatais e mercadores autônomos. No mais das vezes, a captura e a escravização dos infelizes que passaram pelas fortalezas litorâneas eram realizadas por africanos.
Num livro publicado em Londres, que está entre os documentos essenciais da história do tráfico, o antigo escravo Quobna Cugoano relatou sua experiência na fortaleza de Cape Coast: “Devo admitir que, para a vergonha dos homens de meu próprio país, fui raptado e traído por alguém de minha própria cor”. Laura e Lucas, na linha da delinquência, já têm o título para uma nova reportagem: “Negros corresponsabilizam negros pela escravidão”.
O tráfico e a escravidão interna articulavam-se estreitamente. No reino do Ndongo, estabelecido na atual Angola no século 16, o poder do rei e da aristocracia apoiava-se no domínio sobre uma ampla classe de escravos.
No Congo, a população escrava chegou a representar cerca de metade do total. O reino Ashanti, que dominou a Costa do Ouro por três séculos, tinha na exportação de escravos sua maior fonte de renda. Os chefes do Daomé tentaram incorporar seu reino ao império do Brasil para vender escravos sob a proteção de d. Pedro 1º.
Em 1840, o rei Gezo, do Daomé, declarou que “o tráfico de escravos tem sido a fonte da nossa glória e riqueza”.
Em 1872, bem depois da abolição do tráfico, o rei ashanti dirigiu uma carta ao monarca britânico solicitando a retomada do comércio de gente.
O providencial esquecimento de Alencastro é um fenômeno disseminado na África. “Não discutimos a escravidão”, afirma Barima Nkye 12, chefe supremo do povoado ganês de Assin Mauso, cuja elite descende da aristocracia escravista ashanti. Yaw Bedwa, da Universidade de Gana, diagnostica uma “amnésia geral sobre a escravidão”.
Amnésia lá, falsificação, manipulação e mentira aqui. Sempre em nome de poderosos interesses atuais.
DEMÉTRIO MAGNOLI, sociólogo, é autor de “Uma Gota de Sangue - História do Pensamento Racial” (SP, Contexto, 2009).
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0903201008.htm
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
"Pequenas tirinhas, grandes tiradas" Apresenta: "Minicômio", por Malvados
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Pequenas tirinhas, grandes tiradas! apresenta: "Um povo que vota nas coxas acaba levando na bunda", by Malvados
por André Dahmer
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
COLUNA DO SÁTIRO, apresenta: "Existe imparcialidade da informação?"
COLUNA DO SÁTIRO
A coluna do Sátiro traz aos nossos perspicazes leitores o trecho de uma entrevista concedida com exclusividade por Pedro Prepúcio a este que vos escreve. A entrevista ocorrera em São Paulo, durante o evento de lançamento da Revista Medi(a)dor.
Sátiro: Sr Prepúcio, achei muito esclarecedor o artigo publicado na revista que está sendo lançada. O Sr fala sobre a questão da suposta “imparcialidade” na divulgação de informações pela mídia. O Sr diz que é impossível divulgar uma informação e ser neutro ou imparcial, não é isso?
PP: Eu não coloco a questão de uma maneira simples assim. Eu acredito que os grandes divulgadores ou mediadores de informação procuram ser razoáveis ao divulgar uma informação e não adotam uma postura contra ou a favor. Não fazem juízo de valor, ou melhor, procuram não fazer juízo de valor.
Sátiro: Mas o Sr demonstra brilhantemente em seu artigo que isso é impossível.
PP: É um artigo um pouco complicado e até chato de se ler. Eu reconheço que sou péssimo escritor, mas procurei ser o mais claro possível. Fico feliz em saber que achou o que escrevi “brilhante”. Vou tentar resumir e estória da seguinte forma: Dia desses eu estava lendo um grande jornal de circulação nacional em sua versão on-line . E em uma seção sobre saúde, ou ciência, não me recordo, vi um artigo que chamou a minha atenção. Tratava-se de uma notícia sobre o uso de certo medicamento para provocar uma melhora de desempenho mental em estudantes universitários nos EUA. Um tipo de doping utilizado às vésperas de concursos e avaliações. A matéria do jornal informava que a prática, nos EUA, é muito disseminada e até defendida por Professores, que não viam nada de errado no uso desse medicamento para melhorar o desempenho intelectual. Pois bem. Até aqui, nenhum juízo de valor, nada de opiniões contra ou a favor. Apenas o relato do que está acontecendo nos círculos acadêmicos dos EUA. Mas a notícia causou uma reação em mim: eu queria alguns comprimidos desses para poder usar às vésperas de um concurso público que iria prestar. Ou seja, a notícia, neutra e sem juízo de valor fez com que, uma pessoa que leu a matéria, no caso eu, que jamais havia ouvido falar do assunto, quisesse fazer uso da droga. E mais, eu aqui, não estou dizendo o nome do medicamento, mas a matéria do jornal informou o nome. E sendo um remédio conhecido, utilizado no tratamento de pessoas com déficit de atenção, e, portanto, um medicamento de acesso relativamente fácil, me fez ficar mais inclinado a tentar conseguir alguns comprimidos.
Sátiro: O Sr está dizendo então que o jornal, ao veicular a notícia, estimulou alguns leitores a procurar a droga?
PP: Sem intenção de fazer isso, muito provavelmente. Mas isso aconteceu sim. E pessoas que jamais tinham ouvido falar do assunto, como no meu caso. Este é um exemplo bem simples que me ocorreu para ilustrar minhas idéias que estão publicadas no artigo.
Sátiro: O Sr poderia explicar como fica a questão que envolve a liberdade de expressão e direito à informação, à luz das idéias que o Sr expõe no artigo?
PP: Certamente. Volto ao caso do artigo do jornal para ilustrar essa questão também. Eu disse que fiquei inclinado à experimentar o remédio e verificar sua eficácia para a melhora do desempenho intelectual. Mas eu não usei e nem pretendo usar o remédio. Por quê? Porque eu fui investigar na internet mais informações sobre a droga. Encontrei muitas informações: de leigos e de sites especializados. E cheguei à conclusão de que não valeria a pena fazer uso do medicamento. Por questões de saúde e por questões éticas, principalmente. Eu penso que, quanto mais informações disponíveis existirem sobre um determinado assunto, melhor. Independente de haver apologia, juízo de valor ou suposta neutralidade. Toda censura ou limitação da informação é prejudicial. Quanto mais informação sobre algo existir, tanto melhor se pode fazer uma avaliação ou julgamento. Omitir ou não divulgar uma informação prejudica a capacidade de interpretação e avaliação.
Sátiro: Pode-se manipular uma informação “neutra”, como divulgar a notícia de uma enchente, por exemplo?
PP: O simples fato de você dizer algo ou transmitir uma informação qualquer, provoca uma reação. É impossível emitir uma informação neutra, imparcial. O simples fato de você decidir informar alguém sobre algo manifesta seu interesse em provocar uma determinada reação. Se você divulga a notícia a notícia de que houve uma enchente em um determinado local, você espera que reação das pessoas que recebem essa informação? Comoção? Sensibilização? Indignação? Estado de alerta, ou de atenção? Não importa. A informação irá provocar uma reação. Escolhe-se o que se divulga porque se espera que as pessoas se manifestem sobre aquilo de alguma maneira. Mesmo que seja apenas para que as pessoas evitem ir para este lugar onde ocorre a enchente. Não importa.
Sátiro: Você critica o jornal por divulgar a notícia sobre o remédio?
PP: De maneira alguma! Se Você diz a alguém: “Tem cerveja na geladeira”, você não está dizendo para esta pessoa beber cerveja, ou não beber cerveja. Mas a pessoa, de posse dessa informação, irá ou não, beber a cerveja. Minha opinião é de que quanto mais informação, melhor. O que se precisa é que as pessoas, receptoras das informações, possuam a capacidade de avaliar e fazer uso que lhe convier a respeito delas. Obviamente que existem regras sociais e leis que regulam o que uma pessoa pode ou não fazer. E isso é diferente de regular o uma pessoa pode ou não dizer.
Sátiro: Então, Professor, já que é assim, você poderia me dizer qual o nome do remédio que você cita no seu exemplo?
PP: Ritalina.
domingo, 22 de novembro de 2009
"Pequenas tirinhas, grandes tiradas" apresenta: "Minicômio", Os Malvados
por André Dahmer
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sábado, 21 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
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